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04/07/17

Pão de banana, aveia e alfarroba


Há uns meses que deixei de comer regularmente trigo, ou melhor, farinha de trigo refinada. Não faço disto uma obsessão, mas tento sempre que posso, evitar alimentos que tenham na sua composição este tipo de farinha. Ora, isto é algo que no dia-a-dia por vezes é complicado de gerir, pois a farinha de trigo está presente em grande parte dos alimentos de consumo corrente como os cereais de pequeno-almoço, bolachas, bolos e pão. Para mim, o pão é talvez o maior dos desafios, somos um país de pão, em qualquer parte que se vá, como bons portugueses que somos, há o hábito de comer pão. Pão que acompanha a refeição, pão que serve para comer com as entradas, pão para molhar no molho da comida! E quem é que não gosta? Ora, eu adoro!! Mas tenho a noção de que este tipo de farinha ingerida em excesso pode ser prejudicial para a saúde, há inúmeras opiniões, estudos e dissertações sobre o tema, vou falar-vos da minha opinião e da minha experiência, que aplicada a outras pessoas/organismos poderá não ser igual. 

O que eu sinto quando como pão ou outros alimentos que contenham de farinha de trigo branca (ou até mesmo a integral) é uma saciedade que passa muito mais depressa, ou seja, no momento fico sem fome, mas esta volta muito mais rapidamente do que quando como outros tipos de alimentos não processados ou com outras farinhas, noto que a barriga fica mais inchada e os intestinos não funcionam tão regularmente.

Para evitar de comer alimentos industrializados, sempre que posso, faço pão, bolos, bolachas e panquecas com farinhas alternativas. Uma das boas opções é substituir a farinha de trigo refinada por farinha de espelta (da família do trigo mas com um indíce glicémico mais baixo e rica em vitaminas do complexo B), de trigo serraceno, de aveia, de arroz ou de alfarroba. Nesta versão de pão de banana usei três farinhas, é possível fazer a receita com qualquer farinha, costumo alternar com as que tiver em casa, neste caso usei espelta, aveia e alfarroba.

Neste post, inicia-se também uma nova fase / desenvolvimento do blog, tal como vos falei no post anterior. A primeira novidade é que as receitas agora partilhadas irão passar a estar também disponíveis em inglês, a segunda, é que mensalmente irá existir uma receita em que será também partilhada alguma informação sobre um dos ingredientes. Neste post, vou falar-vos um pouco sobre a alfarroba, algumas pessoas já conhecem bem este fruto, mas outras não saberão que é tão bom que até substitui o cacau!

A Alfarroba

Alfarroba (do árabe al karrub, a vagem), é o fruto da alfarrobeira (Ceratonia siliqua L.). Portugal é um dos três países produtores de alfarroba no mundo, pensa-se que a alfarrobeira terá sido trazida pelos gregos da Ásia Menor. Existem indícios de que os romanos mastigavam as suas vagens secas, muito apreciadas pelo seu sabor adocicado. Como outras, a planta teria sido levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal. Sendo que o Algarve, é a única região do Pais (salvo pequenas explorações no Baixo Alentejo) produtora de Alfarroba. 

Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, sendo a excelência é a semente, donde é extraída a goma, constituída por hidratos de carbono complexos (galactomananos), que têm uma elevada qualidade como espessante, estabilizante, emulsionante e múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.

No uso corrente, usa-se a farinha de alfarroba que é o resultado de torrefacção e moagem da polpa da alfarroba. 

Características
A farinha de alfarroba é um excelente substituto do cacau, a grande diferença entre os dois é na quantidade de açúcares e gordura. O cacau possui um alto teor de gordura que chega aos 23%, enquanto a alfarroba apenas 0,7%. Em contrapartida, o cacau possui 5% de açúcar, enquanto a alfarroba fica entre 38% e 45% de açúcares naturais como a sacarose, glicose e frutose. Ao contrário do cacau, a alfarroba não possui elementos alergénios  ou estimulantes como a teobromina e a cafeína.

Vantagens do uso da farinha de alfarroba
  • Baixo índice glicémico, por isso, bem tolerada por diabéticos.
  • Elevado valor nutritivo, contem várias vitaminas, como a B1 esta é importante para o bom funcionamento do sistema nervoso, músculos, coração e melhoria na atitude mental e o raciocínio e, vitamina B2 responsável por extrair energia de gorduras, proteínas e carboidratos no nosso corpo. Contém ainda, cálcio, magnésio e ferro. 
  • Devido à quantidade de fibras naturais, ajuda a melhorar o funcionamento do intestino e a proteger a mucosa do órgão, reduzindo a incidência de diarreias, desordens nutricionais e úlceras. 
  • Ajuda a combater o colesterol alto e os níveis altos de triglicerídeos (o seu poder na redução do colesterol do sangue é o dobro de outras fibras).
  • Não contém glúten, lactose ou cafeína.
  • Possui propriedades antioxidantes, sendo dessa forma eficaz no combate aos radicais livres e às doenças crónico-degenerativas.
Como usar
Em substituição do cacau, em bolos, pães, bolachas, etc.

Onde comprar
Em hipermercados (normalmente na zona dos produtos saudáveis ou sem glúten) e em lojas de produtos naturais. 

Informação nutricional

Quantidade: 100 g de Alfarroba em pó
Energia
368 kcal
Hidratos carbono
85,6 g
Proteína
3,2 g
Lípidos
0,3 g
Fibras
5 g
Sódio
90 mg


E agora, vamos à receita!



Pão de banana, aveia e alfarroba

Ingredientes:

1 chávena de farinha de espelta
1/2 chávena de farinha de aveia
3 colheres de sopa de farinha de alfarroba
1 1/2 colheres de sobremesa de bicarbonato de sódio
1/2 colher de sobremesa de flor de sal
2 ovos ligeiramente batidos
2 bananas maduras esmagadas
1/2 chávena de iogurte grego natural
1/4 chávena de mel
opcional: 50 gr de chocolate negro, 30 gr de nozes picadas, flocos de aveia para polvilhar

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180 ºC, forrar uma forma de bolo inglês com papel vegetal.
Numa taça, juntar as farinhas, o bicarbonato de sódio e o sal, mexer até estar completamente incorporado. Reservar.
Noutra taça, juntar os ovos batidos, as bananas esmagadas, o iogurte e o mel. Mexer bem até obter uma mistura uniforme.
juntar as duas misturas de ingredientes e mexer devagar até incorpar completamente. Juntar o chocolate partido e/ou a mistura de frutos secos e envolver bem na mistura. (opcional)
Deitar o preparado na forma previamente reservada, polvilhar com os flocos de aveia e levar ao forno previamente aquecido durante 40 minutos (ou até o teste do palito resultar num palito limpo).
Retirar do forno e deixar arrefecer na forma durante 10 minutos. Desenformar e deixar arrefecer completamente sobre uma grelha.

(scroll down for english recipe)

{Recipe in english}

Banana, oatmeal and carob bread 

Ingredients:

1 cup spelt flour
1/2 cup oatmeal flour
3 tbsp carob flour
1 1/2 tsp baking soda
1/2 tsp sea salt
2 large eggs, lightly beaten
2 medium, ripe bananas (200 g or 1 cup mashed)
1/2 cup plain greek yogurt
1/4 cup honey
Optional add-ins: 1/2 cup chocolate chips/nuts/etc.


Directions:

Preheat your oven to 180ºC, lightly grease a 9 x 5 (23cm x 13cm) bread pan or line with parchment- bakingsheet.
In a large bowl, combine flours, baking soda, and salt. Stir until well combined and set aside.
Lightly beat the eggs in a medium sized mixing bowl. Add mashed bananas, greek yogurt and honey. Stir until well combined.
Pour the wet ingredients into the dry ingredients and stir gently, including the optional add-ins.
Pour the batter into the loaf pan and bake for 40 minutes, or until a toothpick inserted into the middle comes out clean.
Remove from oven and let cool for about 10 minutes before transferring to a cooling rack to cool completely.


Fontes consultadas:
Mundo da Alfarroba - http://mundodaalfarroba.blogspot.pt/p/alfarroba-e-seus-beneficios.html
Rota Saudável - https://rotasaudavel.com/o-que-e-alfarroba/
Confraria dos gastrónomos do Algarve - http://www.cgalgarve.com/produtos/alfarroba.htm

Espero que gostem!♥

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26/06/17

Sobre a mudança e umas panquecas diferentes

Panquecas verdes | Spinach pancakes

Há um ditado português bem verdadeiro e que se adequa perfeitamente ao momento em que vivo atualmente "Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela". É com este mote que vos escrevo hoje, porque, para tudo na vida há um momento. Este é um post de regresso, de mudança, de novidades, de começo e recomeço.

As decisões importantes que tomamos ao longo da vida requerem tempo, muita análise, muitas dúvidas, muitas incertezas. Foram assim os meus últimos meses, num impasse e numa dúvida grande, de medo, de incerteza, de vontade de avançar mas com medo de arriscar. Mas... a decisão foi tomada, depois de alguns anos a trabalhar na mesma empresa, com as mesmas rotinas de sempre, as mesmas (e mais) responsabilidades, os mesmos passos e as mesmas situações, decidi mudar, sair e procurar novos desafios e projetos. Com atitude positiva, persistência, força, coragem e com muita vontade de mudar, para a frente é que é o caminho! 

Neste processo de mudança há espaço para me dedicar ao que mais gosto, para estar mais tempo com o meu pequeno, para arrumar aquelas coisas que há tanto tempo que esperavam que alguém tomasse conta e claro, para dar mais atenção ao meu querido blog, à fotografia, aos bolos, às receitas de que mais gosto e que muitas vezes são feitas mas não fotografadas por não haver tempo.

Muitos são os projetos que fervilham na cabeça, muitas são as ideias que estão no papel e que agora pretendem saltar para a execução, devagar, devagarinho vou pondo algumas coisas em prática e arrumando algumas coisas na cabeça. Aqui no blog haverão mudanças, novas rubricas, novos espaços de partilha onde irão aparecer temas que me apaixonam e que pretendo mostrar e partilhar com quem passa por aqui. Convido-vos a passarem mais vezes por cá e deliciarem-se não só com as receitas mas também com tudo o resto!

E como o tema é a mudança, neste post partilho convosco umas panquecas diferentes que fazem parte dos nossos pequenos almoços e lanches, mas que também fazem parte de uma mudança de hábitos alimentares. Estas panquecas não têm farinha de trigo, nem lacticínios nem açúcar, pode-se dizer que são umas panquecas saudáveis e divertidas. Mas sobre a mudança de hábitos alimentares falarei num próximo post.

Cá em casa chamamos-lhes "panquecas shrek", fazem sucesso com o mais pequeno e dão nas vistas quando as leva na lancheira. Será que há por aí mais quem tenha pequenas criaturas que torcem o nariz quando vêem muito verde no prato? Pois por cá, temos. Há que andar sempre a pensar e inovar nas receitas para que os temidos verdes entrem sem grande resistência. Com estas panquecas, come sem se aperceber, gosta e ainda acha engraçado! 

Panquecas verdes | Spinach pancakes

Panquecas verdes (ou shrek)

4 ovos
2 chávenas de espinafres
¼ chávena de leite de coco ou de amêndoa
¼ chávena de farinha de coco
⅓ chávena de farinha de tapioca (usei polvilho doce)
½ chávena de farinha de amêndoa
1 banana madura
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de flor de sal
Óleo de coco para untar a frigideira

Preparação

Numa taça, colocar os ovos, o leite, o mel, o vinagre e o azeite, misturar bem com a vara de arames.
Noutra taça, colocar as farinhas, o fermento e o sal, misturar bem. Juntar os líquidos com a mistura das farinhas e com a varinha mágica incorporar bem.
Adicionar à mistura, a banana cortada em rodelas e os espinafres, triturar tudo muito bem com a varinha mágica até os espinafres estarem completamente triturados e a mistura atingir uma tonalidade verde.
Aquecer uma frigideira com um pouco de óleo de coco, retirar o excesso com um papel absorvente, deitar na frigideira uma concha de massa, fazendo um circulo com cerca de 7/8 cm de diâmetro, deixar cozinhar durante 2-3 minutos (até se formarem bolhinhas na superfície), virar e cozinhar mais 1-2 minutos. Repetir esta operação até a massa terminar. 
Servir simples ou com doce de morango, mirtilo ou chocolate. 


Panquecas verdes | Spinach pancakes

Notas:

Farinhas: vou variando, em alternativa uso farinha de espelta, trigo serraceno, farinha integral, etc. o que é necessário é manter a consistência. Há varinhas que absorvem mais os líquidos do que outras, por isso é necessário adicionar mais leite ou até mesmo, água, para que se obtenha a consistência pretendida para fazer as panquecas.

Processo de cozedura: para tornar o processo mais rápido, quando coloco a massa na frigideira, tapo a frigideira.

Conservação: normalmente deixo arrefecer e depois coloco numa caixa hermética e vamos comendo durante a semana ao pequeno-almoço ou lanches.

Espero que gostem!♥

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11/10/16

Biscoitos de aveia e maçã... e o começo de uma vida nova


Após um longo período de ausência do blog, regresso com uma receita que faz parte do novo quotidiano cá de casa. Este ano, o mais pequeno da casa entrou no primeiro ciclo, começou a sua vida de estudante a sério. Quem já passou por isto, sabe que é uma grande mudança na vida da criança e dos pais. Mudou de escola, de amigos, de professora e de rotinas. No inicio todos andávamos assim um bocadinho ansiosos e em adaptação, ainda continuamos, mas agora, de forma mais descontraída. É uma aprendizagem, é um desafio novo para ele e para nós. É deslumbrante vê-lo fazer estas novas conquistas, estas novas descobertas, começar a escrever, a ler, a fazer contas, a aprender a gostar de estudar e aprender coisas novas todos os dias. O crescimento é uma coisa linda e dolorosa ao mesmo tempo, ver que a nossa pequena pessoa se está a tornar num menino crescido, conhecedor de tanta coisa e tão independente é maravilhoso, e compensador, mas depois doí devagar por ver o tempo passar tão rápido.

Lamechices à parte, desde que iniciaram as aulas, que tenho tido a preocupação de compor a lancheira com lanches equilibrados e saudáveis ao mesmo tempo saborosos e apelativos. Fazer um lanche com baixo teor de açúcar e gorduras, é um verdadeiro desafio. O meu filho, em regra geral, não é de comer muito, o que por si só já é um entrave para conseguir fazer um lanche adequado, pois bem sei que se mandasse bolachas de chocolate com leite com chocolate, comia tudo! De forma a conseguir-me organizar-me e não fazer lanches iguais durante a semana, compus uma tabela que me ajuda a fazer o lanche diariamente.

Aqui deixo algumas ideias/dicas para se conseguir obter lanches mais equilibrados e saudáveis:
  • Usar pão de cereais ou integrais (feitos em casa ou comprados em padarias, sem ser daqueles congelados que têm imensos aditivos e ingredientes desnecessários)
  • Incluir no lanche, uma peça de fruta, mesmo que pequena. Ou em alternativa, palitos de cenoura ou alguns tomates cherry.
  • Procurar sumos com baixo teor de açúcar, não é fácil mas consegue-se arranjar (observei no hipermercado e optei por aqueles que apresentam menos de 7/8 gr de açúcar por 100 ml, alguns deles não se vendem em pacotes individuais só em pacotes de 1 litro, o que faço é colocar o sumo numa garrafinha pequena, cerca de 150 ml).
  • Usar chá e infusões caseiras ou não (existem algumas opções no hipermercado de tisanas ou chás sem açúcar, passo a publicidade, a marca Pleno tem boas opções)
  • Sempre que possível, dar preferência a bolo, bolachas ou barras caseiras em que conseguimos controlar a quantidade de açúcar e gordura. Quando não é possível, procurar no supermercado as bolachas ou barrinhas com maior teor de cereais e frutos secos.
  • Variar os lanches. Sempre que possível, mandar coisas diferentes, porque eles cansam-se e depois acabam por não comer.

Biscoitos de aveia e maçã
Adaptado de "Nem acredito que é saudável" de Sara Oliveira

Ingredientes:
100 gr de flocos de aveia finos
90 gr de farinha de aveia
30 gr de óleo de coco derretido
1 ovo
125 gr de maça ralada
60 ml de mel
1 colher (de chá) de aroma de baunilha
1 pitada de flor de sal
1 ½ colher (de chá) de canela em pó
½ colher (de chá) de fermento em pó

Preparação
Pré-aquecer o forno a 170 ºC. Preparar dois tabuleiros com folha de papel vegetal. Reservar.
Numa tigela misturar os flocos de aveia, a farinha de aveia, o sal, a canela e o fermento. Numa outra tigela, misturar bem o ovo, o óleo de coco, a baunilha e o mel. A esta mistura, adicionar a maçã ralada, incorporar bem.
Juntar as duas misturas, mexendo bem para que fique completamente incorporada.
Colocar pequenas porções de massa nos tabuleiros, cerca de uma colher de sopa bem cheia, em forma de círculo, calcar ligeiramente para que as bolachas fiquem achatadas. Alinhar as porções de massa nos tabuleiros deixando algum espaço entre cada porção, não é necessário muito pois a massa não cresce muito.
Levar ao forno cerca de 15 minutos ou até os biscoitos começarem a ficar dourados.
Retirar do forno e deixar arrefecer completamento no tabuleiro. Guardar numa caixa hermeticamente fechada.



Algumas notas:
  • Na receita original usa-se geleia de agave, como não tinha em casa, substitui por mel. O agave tem um alto poder adoçante, por isso reduzi um pouco a quantidade quando usei mel. Se preferirem o agave, a quantidade recomendada é 90 ml. Uso mais mel do que agave, embora o índice glicémico do agave seja mais baixo, portante menos calórico, contudo prefiro o mel, porque só uso mel de produção local, não industrializado. O agave por seu lado, embora de origem natural, sofre o que atualmente se assiste com grande parte dos produtos, uma industrialização severa, levando a que as suas propriedades naturais e biológicas se percam na cadeia. As opiniões quanto às suas propriedades benéficas também se dividem muito. Se a sua origem for de facto biológica, então é uma excelente adoçante e uma alternativa mais saudável do que o açúcar ou outros adoçantes. Fica a dica! 
  • O óleo de coco também pode ser substituído por azeite, em regra geral, funciona bem. O sabor é mais forte, por isso, mais notório ao paladar. 
  • Se tiver uma grelha, é preferível usá-la para arrefecer os biscoitos, arrefecem mais depressa e ficam mais crocantes.
Espero que gostem! 
Por cá fazem sucesso e quando enviadas na lancheira, não sobram para contar história!

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20/09/15

Manteiga de amendoim caseira

 
Manteiga de amendoim é daquelas coisas que se adora ou se odeia! Desde pequena que adoro, em minha casa era frequente haver manteiga de amendoim estrangeira, adorava abrir o frigorífico e comer umas colheradas directamente do frasco. Tão bom! Ainda hoje, quando vou almoçar a casa dos meus pais, tenho a mania de ir ver que novidades há no frigorífico, sempre na esperança de ver alguma gulosice, como a manteiga de amendoim. Se ela lá estiver, lá vai uma colherada ou duas!!
Sempre que comento com alguém que gosto de manteiga de amendoim tanto como de nutella, a reacção global é: humm, "não gosto nada!" ou "não aprecio!", e por aí fora! A reacção seguinte é: "isso tem tantas calorias..." "isso engorda tanto...." Ora, pois bem, tem muitas calorias, pois esta manteiga é muito rica em gorduras, mas gorduras boas, as gorduras monoinsaturadas e  poliinsaturadas. Estas gorduras ajudam a baixar o colestrol LDL (conhecido como o "mau" colestrol) e a prevenir doenças cardiovasculares. A manteiga de amendoim para além das gorduras boas, contem também vitamina E, ferro, cálcio, potássio, magnésio, fibras, proteína e antioxidantes. 
Para os desportistas, a manteiga de amendoim é uma boa aposta, pela sua carga calórica, porque contem fibras que garantem sensação de saciedade duradoura, funciona também como uma boa fonte de proteína, necessária para reparar e desenvolver a massa muscular. Contudo há que notar que no caso da proteína, a ingestão da manteiga de amendoim deverá ser acompanhada por outra fonte de proteína, pois o seu índice não é muito elevado (cerca de 7gr por duas colheres de sobremesa). 

Dado ao seu elevado grau calórico, não deve ser ingerida diáriamente em excesso, não mais do que duas colheres de sopa por dia, preferencialmente em pão rico em cereais ou de mistura.


Por gostar tanto de manteiga de amendoim e por achar que a que se vende habitualmente nos supermercados não é muito saudável avaliando pela quantidade de açúcar, sal, gorduras adicionadas, decidi procurar receitas mais saudáveis para fazer a minha própria manteiga. Quando vi que era tão fácil, rapidamente decidi que tinha mesmo que fazer. E posso dizer, que seguramente não vou tornar a comprar manteiga de amendoim! [e esta fiz há cerca de uma semana e o frasco já vai a menos de meio!]. Só mais uma coisa antes da receita, para quem não gostar de amendoim, pode usar a mesma receita com outro fruto seco como amêndoa ou avelã.

Agora vamos à receita que o post já vai longo.

Ingredientes: 
265 gr de amendoins (usei torrados)
2 colheres (de sopa) de óleo de amendoim
2 colheres (de sopa) de mel
1 collher (de café) de sal 


Preparação:
Colocar os amendoins no robot de cozinha ou picadora e triturar em velocidade elevada, durante cerca de 10 minutos. Sempre que for necessário, parar de triturar para raspar as paredes da trituradora e envolver na mistura. Continuar a triturar na potência elevada. Inicialmente, irá parecer apenas granulado de amendoins, mas com o continuar do processo, os óleos dos amendoins libertam-se, permitindo obter uma pasta maleável que se irá transformar em manteiga. 

A meio do processo, adicionar o mel, o sal e o óleo, continuando a triturar até obter a consistência desejada. 

Guardar em frascos hermeticamente fechados e conservar no frigorífico até 4 semanas (se conseguirem!).


Algumas notas:
Usei amendoins torrados com casca, mas poderá ser feito com qualquer tipo de amendoins, amendoins torrados com sal, com mel, etc. (atenção ao aumento calórico). Podem também optar por torrar os amendoins em casa, neste caso, deverão arrefece-los por completo antes de começar a triturar.
O sal e o mel são opcionais, podem fazer apenas com amendoim e óleo, ou em substituição do óleo, uma bebida vegetal. O mel também pode ser substituído por um outro adoçante natural, como a stevia.
 
A quantidade de óleo é apenas uma referência, pois este deve ser usado na quantidade necessária para obter a consistência desejada. Comecei por colocar apenas uma colher de sopa, mas verifiquei que continuava a triturar mas a manteiga não passava de uma pasta e eu pretendia que fosse mais líquida, nessa fase, coloquei mais uma colher de óleo, aumentei a potência e obtive a consistência pretendida.

Espero que gostem :)

14/09/15

Salada de salmão fumado e chévre... e o regresso


Finalmente um novo post! Parece mentira, mas já passaram 5 meses desde que publiquei uma receita, 5 meses, como é que é possível?

Pois bem, estou viva e de regresso! Foram meses que passaram muito depressa e que não vale a pena estar aqui a inventar desculpas sobre o que motivou esta (tão grande) ausência, pois esta deveu-se a coisas muito simples do nosso dia-a-dia, como cansaço do final do dia, ausência de disponibilidade física e mental para estar ao computador à noite depois de 8 horas em frente a um outro, atividades de verão e férias, tarefas e logística do dia-a-dia de uma casa e família, enfim, tudo junto deu nisto! Imaginem que até o meu bolo de aniversário, que ficou lindo, fotografei e não publiquei, logo eu que adoro fazer bolos, fotografá-los e testá-los de várias formas (e de comer!).

Bem, mas o importante é que o blog está novamente de volta ao ativo e de regresso com uma receita bem simples, leve e rápida mas cheia de sabores que contrastam entre si. Esta foi uma salada que experimentei num picnic de praia, num dia passado com os meus colegas de trabalho numa das minhas praias preferidas, a Ilha de Tavira. Digo-vos que depois de a experimentar, ficou no meu top de saladas e faço-a cá em casa muitas vezes.

Quando recebi o cabaz da Saloio e vi que trazia um queijo chévre, pensei logo que o seu destino seria esta saladinha.


Ingredientes:
100 gr de rúcula
100 gr de espinafres
150 gr de salmão fumado
200 gr tomates cereja
1 queijo chévre Saloio (180 gr)
sementes ou frutos secos a gosto (usei uma mistura de sementes de abóbora, sésamo e girassol)
sal, molho de soja e vinagre balsâmico a gosto


Preparação:
Lavar a rúcula, os espinafres e os tomates cereja. Secá-los bem e reservar. Cortar os tomates cereja em metades e reservar.

Cortar o salmão fumado em tiras. Cortar o queijo chévre em fatias grossas e depois cortá-las em cubos.

Dispor os vários ingredientes por camadas, começando pelos espinafres, a rúcula e os tomates cereja, seguidos do salmão e queijo chévre. Temperar a gosto e servir.

Nós gostamos temperado com flor de sal, molho de soja e vinagre balsâmico, mas pode ser temperado com azeite e vinagre de vinho ou sidra que também fica muito boa!

Espero que gostem e... até ao próximo post que será muito em breve :)

Muito obrigado à Queijo Saloio pela oferta. 

09/03/15

Mousse de abacate e alfarroba



Chocolate..... o vício e a perdição! Se pudesse comia mesmo chocolate a toda a hora! Há dias em que a minha cabeça só pensa mesmo em comer chocolate, mousse de chocolate, bolo de chocolate, enfim, uma carga de calorias em pensamento, eheh!

Há uns dias falei-vos de ter retomado a dieta, durante a semana é mais ou menos fácil de gerir, mas ao fim-de-semana aparece sempre uma vontande incontrolável de docinhos para saborear nas tardes preguiçosas! E agora imagem bem numa casa em que existem imensos livros com bolos deliciosos e sobremesas de babar! Bem, felizmente, há alternativas e se procurarmos, testarmos e arriscarmos conseguimos obter algo que consegue "matar" o desejo do docinho, mas com menos culpas.

Nos doces regionais algarvios, a alfarroba é uma das protagonistas de excelência, é daquelas coisas, ou se ama, ou se odeia, pois o sabor é forte e apesar de ser um óptimo substituto do chocolate, o seu sabor é bastante diferente. Aqui em casa, a opinão não foi unânime, o Vítor gostou muito, eu gostei mais ou menos. Apesar disso, é uma excelente mousse, super cremosa e que substitui na perfeição uma mousse de chocolate normal e decadente [daquelas que levam as dietas à desgraça].

Espero que gostem!

Mousse de abacate e alfarroba
(Adaptado do site Dias com Mafalda

Ingredientes:
3 abacates maduros
5 tâmaras sem caroço
1/4 de chávena de maple syrup ou mel
1 colher (de chá) de extracto de baunilha
3 colheres (de sopa) de alfarroba
1 colher (de sopa) de cacau

Preparação:
Colocar os abacates partidos num robot e bater até obter um puré cremoso. Adicionar as tâmaras e voltar a bater por uns 2 minutos até ficarem bem triturados.

Juntar o extracto de baunilha e o maple syrup (ou mel), voltar a bater até incorporar bem. Por fim, adicionar a alfarroba e o cacau. Bater bem. Provar e ajustar o sabor, pode adicionar mais alfarroba ou cacau, a gosto, para ficar mais intenso ou mais maple syrup adoçar.

Servir com amêndoas torradas e laminadas, lascas de coco ou framboesas.


Algumas notas:
Quando coloquei as tâmaras, o robôt teve alguma dificuldade em triturá-las, se estas estivessem demolhadas, penso que teria sido mais fácil e eficaz.

A alfarroba tem um sabor intenso, como tal, pode-se substituir totalmente a alfarroba por cacau magro.

Para quem não conhece a alfarroba, pode saber mais informações aqui.

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22/02/15

Panquecas de aveia e banana

Banana and oat pancakes


Domingo é dia de pequeno-almoço a dois.... Eu e o mais pequeno da casa! Muitas são as vezes que ele me pede para fazer panquecas, confesso que apesar de gostar muito e de estar sempre pronta para um pequeno-almoço desses nem sempre acedo ao pedido. Umas vezes por perguiça outras porque a voz da dieta fala mais alto!

Não tenho falado de dieta aqui no blog, porque sinceramente, acho que já não vale a pena estar a falar sobre isso! Muitas têm sido as vezes que tenho feito dieta, umas com mais resultado outras com menos. Desta vez, enchi-me de coragem novamente e comecei a fazer algumas mudanças, não posso dizer que se trata apenas de dieta. Algumas destas mudanças passam por substituir os iogurtes magros por iogurtes de soja ou naturais, corte substancial nos hidratos de carbono, substituição do leite de vaca por outros tipos de leite e sopa à noite. Nunca é fácil! Confesso que é dificil fazer-se dieta quando se tem um blog de culinária e quando se tem um apetite voraz por fazer e [comer] bolos e doces em geral. Mas tenho feito um esforço grande e tenho conseguido resultados, já me falta menos de metade do objectivo que fixei. Sei que não devia, mas ao fim-de-semana, relaxo um bocadinho e dou uma "meia" folga à dieta.  

Como adoro panquecas, ando sempre à procura de receitas mais "saudáveis" ou menos pecaminososas, podem ver aqui neste albúm do pinterest algumas das que vou guardando para mais tarde experimentar.

As panquecas de hoje foram adaptadas daqui, gostei da ideia de fazer umas panquecas de banana, pois em bolos e pão funciona muito bem, em panquecas também haveria de funcionar, pensei eu! E não me enganei! Fiz algumas adaptações com o objetivo de tornar estas panquecas mais light mas muito saborosas na mesma!

O resultado foi muito bom, eu e o pequeno adorámos, e ainda sobraram algumas para um pequeno-almoço durante a semana!

Ingredientes (12 unidades, cerca de 8 cm de diâmetro):
215 gr de farinha de trigo sarraceno*
90 gr de flocos de aveia pequenos
30 gr de açúcar
1 colher (de chá) de fermento em pó
1 colher (de sobremesa) de canela em pó
1 pitada de flor de sal
1 ovo médio
1 1/2 chávena de leite de aveia*
1/2 chávena de água
2 bananas esmagadas
1/4 chávena de óleo de coco
*Na receita original: farinha de trigo e leite de vaca.

Preparação:
Numa taça, juntar a farinha, a aveia, o fermento, a canela e o sal, misturar bem. Noutra taça, misturar o ovo, o leite, a água e o óleo. Juntar, aos poucos, os ingredientes líquidos aos secos, com o cuidado de ir mexendo sempre para incorporá-los completamente.

Adicionar a banana à mistura anterior e incorporar bem. Se sentir que a mistura está um pouco peganheta, adicionar mais um pouco de leite ou água até obter uma mistura que seja fácil deitar na frigideira.

Aquecer uma frigideira larga e anti-aderente. Com uma concha da sopa, retirar porções de massa e colocar na frigideira. Quando começar a formar bolhinhas, virar e deixar cozinhar mais um pouco. Servir quentinhas acompanhadas do que mais gostar.

Banana and oat pancakes


Nós comemos com fruta, com nutella, mel e maple syrup! Uma festa! Confesso que a minha combinação preferida é mesmo com nuttella! Não devia, eu sei, eu sei!! Depois desta conversa toda sobre dieta, venho para aqui dizer que comi com nutella, eu sei, é um pecado, mas pronto foi só hoje e foi só numa das panquecas!

Espero que gostem e que experimentem porque estas panquecas são mesmo boas!!

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22/10/14

Convidei o blog [Be Nice, Make a Cake]

Eis que chega mais um blog convidado, deste vez o "Be Nice, Make a Cake", a sua autora é a Rosa, uma mulher cheia de vida, boa onda e que recentemente decidiu dar um novo rumo à vida e ingressou num curso de pastelaria avançada, ah como eu fiquei feliz pela Rosa e com um pontinha de inveja [da boa]. Acho que ela fez muito bem, até porque já mostrou que é muito talentosa!

Nesta edição, o desafio que lancei à Rosa foi fazer uma receita com tons de Outono, ela escolheu usar abóbora nuns hamburguers diferentes do habitual. Achei o máximo! Vou experimentar porque a minha estreia com a quinoa não correu muito bem, por isso acho que esta é uma boa oportunidade de experimentar novamente! Ora vejam:


Ingredientes:
1/2 de uma abóbora manteiga, cortada em meias-luas
1/4 de chávena de quinoa crua
1 cebola picada
3 ou 4 dentes de alho
1 chávena de nozes picadas
1 pitada de pimenta cayenne
sal e pimenta preta moída na hora, q.b.
1 chávena de migalhas de pão (opcinal)

Preparação
Ligue o forno a 180.C para ir aquecendo. Coloque a abóbora num tabuleiro largo e baixo, tempere com sal, pimenta preta e um fio de azeite. Embrulhe os alhos num pedacinho de papel vegetal, e coloque junto com a abóbora. Leve ao forno até estarem ambos cozinhados/tenros. Depois disso tire a casca da abóbora e dos alhos, e esmague tudo com a ajuda de um garfo.

À parte faça um refogado com a cebola, e um fio de azeite. Deixe cozinhar até ficar translucida (sem queimar). Reserve. Enquanto isso coza a quinoa, segundo as indicações do pacote.
Coloque todos os preparados (excepto a quinoa) num processador de alimentos e pique até ficarem com uma consistência homogénea. Eu gosto de deixar alguns pedacinhos mais inteiros. Envolva a quinoa e se achar que e necessário formar mais liga, junte também as migalhas de pão (ou pão ralado).

Se for do seu gosto, junte uma pitada de pimenta cayenne e rectifique o resto dos temperos. Depois desta pasta estar fria, molde 10 a 12 hambúrgueres, coloque-os numa travessa e leve-os ao frigorífico para ajudar a manter a forma, antes de cozinhar. Pode cozinha-los numa frigideira anti-aderente (muito cuidado ao manobra-los), ou então cozinhe-os no forno a 180.C, como eu fiz (achei mais fácil assim). Sirva com estes pãezinhos maravilhosos. (http://benicemakeacake.com/post/99894483949/pao-massa-panar-aqui-esta-a-1-receita-que-aprendi). 

O resto do recheio fica á sua escolha, mas umas folhinhas de alface ou rúcula, fica sempre bem.



E agora, vamos conhecer melhor a Rosa:

BI do blog
Be Nice, Make a Cake!
Criado em 01 de Janeiro de 2012 by Rosa Cardoso

Como nasceu o “Be Nice, Make a Cake”"?
Nasceu da curiosidade e da paixão pela cozinha, aliado ao gosto e interesse pela fotografia. Depois disso, e quase como em todos os outros blogs, foi ganhando forma, aumentando a lista de receitas e assim ganhando seguidores maravilhosos.

Quem é a Rosa fora do blog?
Antigamente a Rosa era arquitecta e designer de interiores, agora é uma estudante de "Gestão e Produção de Pastelaria Avançada", na Escola de Hotelaria e Turismo em Óbidos, muito feliz com esta nova fase, muito curiosa com o mundo da cozinha e uma tótó sempre a estudar e pesquisar.

O que gostas mais de cozinhar?
Gosto de cozinhar clássicos, como por exemplo um assado no forno; e gosto muito de cozinhar coisas novas, como por exemplo estes hambúrgueres de abóbora e quinoa!

Alguma historia relacionada com a cozinha?
No outro dia na aula de Cozinha, estávamos a aprender a fazer ovos escalfados, e quando cozinhei o meu, ficou mais bonito do que o do chef, ahahaha! O resto da aula estiveram sempre a chamar o meu nome, comparando com qualquer coisa que o chef ensinava :) Estivemos sempre a rir!

País ou viagem mais marcante [ou de sonho]?
A viagem de sonho, prende-se um pouco aquilo que vêm a seguir ao curso, que é o estágio! E qual é o sonho de qualquer estudante de pastelaria? Trabalhar/Estagiar no país com a melhor pastelaria do mundo!!!!! Uh lah lah pâtisseries françaises!

Gostei muito de ter a Rosa por cá, espero que vocês também ;)

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19/10/14

Queques de chocolate e um livro novo


Livros e mais livros, nunca são demais! E quando são recheados de coisas saudáveis ainda melhor! A chef Mafalda Pinto Leite lançou um novo livro, lindo, para mim, o mais bonito de todos. Quem segue esta chef nas redes sociais sabe que ela valoriza um estilo de vida saudável e procura apresentar receitas que integrem ingredientes naturais e o mais saudáveis possíveis.

Desde que a chef começou a postar fotos do seu novo livro que eu estava curiosa de ver, depois assim que saiu, começaram as fotos dos fãs por todas as redes sociais e blogosfera, não resisti! Comprei na sexta-feira e já exxperimentei umas três receitas! O livro é óptimo, é cheio de boas alternativas para quem procura uma alimentação saudável sem grandes complicações.

Claro que em tantas receitas, uma das que me ficou logo no pensamento foi esta, o chocolate vence sempre! A combinação com beterraba já não é uma estreia e digo o mesmo que disse a primeira vez que experimentei, é surpreendente como se combinam e como se obtem um bolo de chocolate com uma cor tão linda e textura tão agradável. Bem, mas o melhor mesmo é experimentarem, acho que não se vão arrepender!

Queques de chocolate, beterraba e curgete
Adaptado de "As receitas da Mafalda" de Mafalda Pinto Leite
(As adaptações foram devido a não ter todos os ingredientes, no final da lista coloco os originalmente sugeridos pela autora.)

Ingredientes:
1 chávena de curgete ralada (usei uma pequena)
1/2 chávena de beterraba ralada (usei uma pequena)
3/4 de chávena de farinha de espelta (ou de amêndoa ou trigo serraceno)
1/3 de chávena de cacau magro em pó (ou macaccino)
1 colher (de chá) de canela em pó
1/2 colher (de chá) de noz moscada
1/2 colher (de chá) de bicarbonato de sódio
1 colher (de chá) de fermento em pó
3 ovos, ligeiramente batidos
1 colher (de sopa) de manteiga sem sal derretida (ou óleo de coco)
1/3 chávena de açúcar amarelo*
1/2 chávena de chocolate negro partido em pedaços
*receita original: açúcar de coco ou xarope de acér. Incluia também uma colher de chá de pasta de baunilha. 



Preparação:
Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Preparar um tabuleiro de queques com formas de papel. Reservar.

Numa taça grande, misturar a farinha, o açúcar, o cacau, a canela, a noz moscada, o fermento e o bicarbonato de sódio.Juntar os legumes, tendo o cuidado de espremer a curgete para drenar o líquido. Envolver bem.

Noutra taça, misturar os ovos batidos com a manteiga e juntar à mistura anterior. Envolver tudo muito bem e juntar o chocolate partido, mexer ligeiramente a mistura.

Distribuir a mistura pelas formas de quequer, enchendo cada uma cerca de 3/4 (usei uma colher de servir gelado para facilitar esta tarefa).

Levar ao forno durante 15 minutos ou até estarem bem cozidos (vão sempre ficar um pouco húmidos). Retirar e deixar ligeiramente antes de servir. Servir simples ou com cobertura a gosto. Usei iogurte grego sem açúcar polvilhado com raspas de chocolate. [A receita orginal recomenda servir com chantily de coco, que acho que deve ser delicioso, mas deixei para uma próxima vez, já que não tinha tudo o que era necessário.]

 [Pelas mãos do modelo pequenino da casa! Também provador oficial de receitas com chocolate!]

Ahh e deixem dizer só mais uma coisa a respeito do livro, tem uma receita de uma espécie de nutella que é qualquer coisa! Do que já vi de quem fiz, não passo mesmo sem fazer! Aguardem ;)

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22/09/14

Muffins integrais de maçã e cenoura


Que segue o blog no Instagram e no Facebook viu que houve um brinquedo novo a chegar cá a casa na semana passada. Um presente de aniversário que tardou mas chegou e que me deixou muito feliz. Há muito tempo que queria esta lente para fotografar as “coisas do blog”! Há outras lentes cá em casa, mas nenhuma com esta abertura que permite fotos mais luminosas e com mais desfoque. Olhando para trás, vejo que este blog só me tem trazido coisas boas, uma delas é o crescente gosto pela fotografia e pela pastelaria (claro!). A fotografia sempre esteve muito presente no nosso dia-a-dia, no tempo das analógicas, sempre que íamos a algum sitio, lá íamos de máquina ao ombro, gastávamos rolos e mais rolos! A era digital trouxe-nos a facilidade de aperfeiçoar as técnicas, aprimorar as fotos, publicar e partilhar o nosso trabalho.

Assim que tive a lente nova nas mãos, logo comecei a magicar o que iria fazer para a estrear. No sábado, eu e o pequenino tomámos o pequeno almoço sozinhos e começamos o dia com umas belas panquecas e uma sessão fotográfica. No domingo, logo pela manhã comecei a imaginar o que é que iria fazer para o lanche e para testar a lente, ora, com chuva lá fora, o melhor é lanchar uns bolinhos! E assim foi!

Para que não fosse muito o peso na consciência, optei por uns muffins saudáveis do maravilhoso livro da Popina! Já tinha ficado com a ideia dos muffins quando vi os que a Rosa preparou para o pequeno-almoço de sábado, mas já haviam sido cometidos alguns excessos na noite anterior portanto deixei-os na lista “a fazer”. E não é que foi fim-de-semana de muffins? Descobri isso no instagram quando troquei alguns comentários com o Célio e a Rosa, ora vejam aqui.
[Depois digam-me o que acharam das fotos e dos muffins também, tá?]


Ingredientes:
2 ovos
90 gr de farinha de espelta
60 gr de farinha integral
80 gr de açúcar
50 ml de óleo de girassol
2 colheres (de chá) de canela
1 1/2 colher (de chá) de fermento em pó
1 maçã
1 cenoura
20 gr de sementes de abóbora + algumas para colocar na cobertura
Açúcar mascavado para polvilhar 


Preparação:

Pré-aquecer o forno a 200º C. Forrar as formas de muffins com papel vegetal [cortei em quadrado].

Ralar a maça e a cenoura e reservar. Juntar os ovos com o óleo e açúcar numa taça, bater com a vara de arames até obter uma mistura bem ligada. Noutra taça, colocar as farinhas com a canela e o fermento, misturar tudo muito bem.

Juntar os ingredientes secos à mistura líquida, misturar bem, adicionar a maça, a cenoura e as sementes de abóbora e incorporar tudo.

Distribuir a massa pelas formas de muffin enchendo apenas 2/3 da forma. No meu caso, em cada forma coloquei duas colheres de sopa de massa.

Por fim, polvilhar algumas sementes de abóbora e açucar em cada muffin. Levar ao forno pré-aquecido durante 25/30 minutos ou até estarem douradinhos, fazer o teste do palito após 20 minutos de cozedura. [fiz assim: apenas resistência debaixo - 20 minutos + apenas resistência de cima – 10 minutos]

Morninhos são óptimos!!!


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21/07/14

A granola preferida cá da casa


Mais uma fornada de granola! Desde que comecei a fazer granola cá em casa, tornou-se um vício! Os cereais de pequeno-almoço nunca mais foram os mesmos! Gosto particularmente de fazer a mistura com os frutos secos de que mais gostamos, de experimentar novas misturas e do facto de saber exactamente que quantidade de gordura e de doce é que está presente! 

Assim, passei a mudar os meus pequenos almoços e alguns lanches, passei a comer estes "cereais" antes de sair de casa, mais calmamente e na companhia dos homens da casa! Noutros dias, granola e um iogurte natural é o meu lanche da manhã! Uma maravilha!

Das várias misturas que já fiz, posso dizer que esta é realmente a minha preferida. Minto! Nesta houve um esquecimento, costumo colocar também avelãs, mas desta vez, esqueci-me, só me lembrei quando estava a arrumar os frascos dos frutos secos no armário e vi lá um frasquinho com as avelãs! Ora bolas! Não faz mal, porque ficou deliciosa na mesma! 

Espero que gostem!


Ingredientes:
3 chávenas de flocos de aveia
1 chávena de amêndoas partidas grosseiramente
1 chavena de nozes partidas grosseiramente
2 chávenas de mistura de sementes (usei: girassol, chia, linhaça e gérmen de trigo)
1 chávena de coco ralado
1/2 chávena de óleo de girassol 
1/2 chávena de mel
1 colher de chá de essência de baunilha
1/2 chávena de arandos secos

Preparação
Pré-aquecer o forno a 180 ºC. Preparar um tabuleiro grande com papel vegetal e forrar a sua superfície. Reservar. 

Numa taça grande juntar os flocos de aveia, os frutos secos, as sementes e o coco ralado. Misturar bem. Reservar.

Levar uma panela ao lume com o óleo e o mel, quando estiver completamente líquido e a borbulhar, juntar a essência de baunilha. Mexer e retirar do lume.

Verter a mistura anterior sobre a mistura dos ingredientes secos, envolver bem de forma a estarem todos humedecidos.

Espalhar no tabuleiro forrado e levar ao forno durante 20 minutos ou até a granola estar dourada. A meio da cozedura, revolver com uma colher de pau para  torrar de forma uniforme e evitar queimar.

Retirar do forno, deixar arrefecer um pouco, cerca de 5 minutos e juntar os arandos. Deixar arrefercer completamente e guardar em frascos herméticos. 

Servir com iogurte ou leite acompanhado com fruta fresca. [ou simplesmente petiscar quando está  à mão!!]


Gostava de poder partilhar a durabilidade desta granola, mas não consigo.... cá em casa, esta quantidade é consumida em pouco tempo... cerca de uma semana! Penso que em frascos herméticos deve ficar estaladiça por umas 3 a 4 semanas! Se experimentarem, contem-me como ficou!

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